segunda-feira, 26 de junho de 2017

Equivalência de Diplomas - WES

Trago hoje o relato da minha experiência com a equivalência dos diplomas para o Express Entry!

Como mencionei num post anterior, meu processo de imigração está sendo acompanhado pela Immi Canadá. Depois de cumprir com as tarefas iniciais propostas pela empresa, o passo seguinte é iniciar o processo de equivalência dos diplomas.

Antes de mais nada, é necessário providenciar tanto o diploma de graduação/pós-graduação e o histórico escolar. Como eu já tinha o diploma e o histórico da Universidade em casa, só me restou buscar o diploma e o histórico da minha pós-graduação – o que não me causou maiores problemas.

Em seguida, fiz o orçamento da tradução juramentada de todos os meus documentos com um professor de inglês (que, por sinal, era dono do cursinho que fiz dos 11 aos 19 anos). Ao todo, paguei no dia 03 de Maio R$ 500,00 reais pelas traduções, as quais foram entregues no dia 05 de Maio.

Seguindo a orientação específica da consultoria para o meu tipo de diplomas, paguei pelo serviço da WES– World Education Services. Para obter a equivalência dos meus dois diplomas, me foi cobrado o valor de 233,91 C$ (R$ 572,70 reais no dia que eu tive que pagar o cartão).

Até aí, tudo bem. Todo o processo tinha se dado mediante criação de perfil online e tudo mais. No entanto, para todos aqueles que pretendem contratar os serviços da WES, aviso logo que eles são muito criteriosos quanto aos requisitos que os envelopes devem ter. Vide foto retirada do site deles:


Primeiro de tudo (e mais importante): os documentos acadêmicos devem ser enviados em envelopes oficiais, com selos e símbolos que trazem o nome da instituição. Além disso, o selo, o carimbo ou a assinatura de um representante oficial deve sobrepor a aba de fechamento do envelope.

É ainda recomendado que os envelopes sejam enviados diretamente pelas instituições, mas eles fazem a ressalva que, caso isso não seja possível, o próprio aplicante pode enviar. Ao final, eles dizem que caso os envelopes tenham sido abertos e/ou violados de qualquer forma, os mesmos serão rejeitados.

Já viu, né? São várias coisas para cumprir, e essa foi uma parte que eu particularmente tive problemas ao encarar essa etapa de equivalência. Eu não sei de onde vocês são, mas tanto minha universidade quanto à minha pós-graduação colocaram dificuldade para seguir os moldes requeridos pela WES.

Estudei em uma universidade pública que, na época que eu precisei desse envio, estava em período de férias. Em resumo: Não houve 1% de boa vontade em resolver minha situação. Tive que insistir para pelo menos o envelope ser confeccionado nos termos pedidos, e depois disso, eu mesma precisei enviá-lo.

Com a pós-graduação foi tão problemático quanto. Apesar de as aulas terem sido ministradas na minha cidade, a sede da Escola era a 872 km de onde eu moro. Ou seja, não era uma situação que eu poderia pegar o carro e resolver pessoalmente. Depois de muito esforço, consegui chegar a algo parecido com o pedido pela WES, e torci para dar certo.

O envio dos envelopes me custou nada mais, nada menos que R$ 376,00 reais. Fiquei em dúvida se eu mandaria pelo Sedex Internacional ou pelo Fedex. Como ouvi dizer que a diferença de preço era enorme, acabei arriscando pelo Sedex Internacional, apesar do medinho natural de confiar nos Correios nos dias de hoje.

Deu que correu tudo certo: o envio foi no dia 12 de Maio e a confirmação de recebimento pela WES ocorreu em 23 de Maio.11 dias até lá! Nem no melhor dos meus sonhos eu imaginei que o Sedex seria tão eficiente assim.

No dia 19 de Junho, tive a agradável surpresa de receber o meu ECA Report por e-mail. Meu diploma no curso de Direito foi reconhecido como um Bachelor's degree de 4 anos, e minha pós-graduação foi aceita como um Postgraduate diploma de 1 ano.

Confesso que dá um certo friozinho na barriga de ver as coisas realmente caminhando no Processo. Próximo passo: terminar meu homework da consultoria para que seja confeccionado meu perfil no Express Entry!




segunda-feira, 19 de junho de 2017

Seria o Brasil o país com mais feriados do mundo?

Depois de quatro dias de calmaria (feriado + final de semana), cá estou eu de volta às atividades. Dia 15 de Maio foi feriado de Corpus Christi, e decidiram considerar o dia 16  de Maio como "ponto facultativo" onde eu trabalho.


"Facultativo"

Não vou ser hipócrita e falar que foi ruim ficar de quinta a domingo em casa. No entanto, não consigo me desvencilhar de um mal estar: quão coerente é ter feriados religiosos num país que se anuncia como laico? Nesses tempos tenebrosos de crise no país e no serviço público, quão racional é manter esse número enorme de feriados?

Esta matéria do Brasil Escola trouxe um ranking da quantidade de feriados por país, objetivando derrubar a ideia de que o Brasil seria um país com feriados demais. Nessa lista, o Brasil supostamente ocuparia o 7º lugar, dividindo o pódio com outros países que teriam 12 feriados. Entretanto, acredito que esse ranking não faz jus ao que ocorre de fato.

O site Portal Brasil divulgou que são 14 os feriados oficiais do Brasil em 2017, incluindo em sua lista nada mais, nada menos que o "Dia do Servidor Público" (?!). Vide:

  • 1º de janeiro: Confraternização Universal (domingo);
  • 27 e 28 de fevereiro: Carnaval (segunda-feira e terça-feira);
  • 1º de março: Cinzas (até as 14h) (quarta-feira);
  • 14 de abril: Paixão de Cristo (sexta-feira);
  • 21 de abril: Tiradentes (sexta-feira);
  • 1º de maio: Dia Mundial do Trabalho (segunda-feira);
  • 15 de junho: Corpus Christi (quinta-feira);
  • 7 de setembro: Independência do Brasil (quinta-feira);
  • 12 de outubro: Nossa Senhora Aparecida (quinta-feira);
  • 28 de outubro: Dia do Servidor Público (sábado);
  • 2 de novembro: Finados (quinta-feira);
  • 15 de novembro: Proclamação da República (quarta-feira);
  • 25 de dezembro: Natal (segunda-feira);

Olhando para essa lista, de pronto observo que isso não corresponde à realidade. Muitas vezes, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de cada Estado e/ou Município trazem os seus próprios feriados e pontos facultativos, aumentando muito esse apanhado fictício de 14 feriados oficiais. No ano de 2017, por exemplo, serão 20 dias de feriados + pontos facultativos para mim. Obviamente alguns cairão durante os finais de semana, mas... são 20 (vinte!freakin' dias.



Só para termos ideia do quão surreal isso é (pelo menos em termos de serviço público), trago abaixo um mapa interativo dos feriados ao redor do mundo, confeccionado com base nos dados da Mercer:



Segundo a pesquisa, o Canadá possui 11 feriados por ano. No mapa, fica até bonito de se ver: o Brasil teria apenas só mais um diazinho de feriado! Que beleza, que maravilha – mas cá entre nós, sabemos que não passa de uma mera ilusão. A Índia, por exemplo, está bombando no vermelho escuro com 18 feriados por ano. Ou seja, né... minha agenda de 2017 deve estar marcada como ON FIRE para a empresa que fez esse levantamento.


E vou além. Em 2017, teremos 105 dias de finais de semana. Supondo que esses 20 dias de feriado caiam todos em dia útil (a maioria, de fato, cairá), teremos 125 dias de folga  o que equivale a aproximadamente 34,25% do ano todo. Ou seja: teoricamente, só precisamos nos preocupar com o trabalho durante 65,75% do ano (isso sem incluir férias).

Desde que eu iniciei o meu Plano Canadá, adquiri o hábito de tentar olhar o Brasil "de fora para dentro". Estamos tão acostumados com a vida por aqui que não paramos para pensar nas coisas mais triviais do nosso dia a dia – como esse número caprichado de dias de feriado. "Ah, mas a violência no Brasil é insuportável, a desigualdade etc etc etc" – já adianto que eu concordo com tudo isso.

Entretanto, será que é essa a realidade que nos espera ao imigrar? A não ser que você seja filho de um empresário milionário (ou o próprio milionário), respondo logo: NÃO SERÁ. A pergunta que fica é: será que estamos dispostos a largar esses privilégios enraizados para iniciar a vida em outro canto totalmente diferente? Será que você vai ficar tranquilo(a) ao perder seu direito a 30 dias corridos de férias, 13º salário, carro, empregada doméstica e todos os pequenos luxos que nos são tão comuns?



Nos próximos posts, trarei o meu point of view sobre diversos aspectos que devem ser levados em consideração antes de se despedir no Brasil. Até a próxima!

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Enquanto o Canadá não vem #1 – Planejamento Financeiro

Como ainda tenho muitos meses até chegar no Canadá, decidi iniciar essa série para trazer reflexões sobre quais mudanças eu fiz e pretendo fazer para atingir meu objetivo de imigrar. Vamos lá!


A não ser que você seja uma pessoa com uma poupança recheada ou com muitas condiçõe$, a sua primeira providência diante do Plano Canadá será: juntar dinheirinhos. Muitos, muitos dinheirinhos.

Passei os últimos três anos da minha vida vivendo para o momento: comprei um número incalculável de livros de Direito, de canetas esferográficas e de passagens para São Paulo. Não sei precisar quantas e quantas vezes gastei dinheiro com coisas absolutamente supérfluas, e agora que estou precisando economizar de verdade, todas essas lembranças vêm à tona.

Antigos tempos de riqueza

Como tenho tentado ao máximo não ficar remoendo o passado, pego essas memórias como um ensinamento que tardou, mas chegou: consciência financeira.

Minha mãe me repetiu essa mesma lição cerca de 915,7 vezes no decorrer dos últimos anos e, como é o natural da vida, uma dada hora damos razão ao que nos foi dito com tanta ressalva. Hoje eu vejo que se eu tivesse juntado R$ 300,00 reais por mês nos últimos 36 meses, já teria mais de 10 mil reais em minha conta.

A satisfação de minha mãe lendo esse post

A quem eu atribuo essa falta de disciplina com dinheiro? A mim mesma, é claro. Eu não sei vocês, mas uma das coisas que eu tenho dificuldade é: manter a concentração numa tarefa que exija um mínimo esforço constante por longos períodos de tempo. Por exemplo: durante a faculdade, sempre achei mais fácil virar a noite estudando para uma prova do que estudar todos os dias por 20 minutos.

Creio que eu tenha uma personalidade de corredor de curta distância, e não de maratona. Consigo me dedicar por horas a fio a uma atividade, mas depois que alcanço o resultado almejado, eu me desinteresso e busco formas de me parabenizar pelo esforço despendido.

#yolo

Depois de detectado o problema, não me restou outra opção a não ser trabalhar sobre ele. Tenho a sorte de poder dizer que nasci numa família bastante estruturada, já que nunca na vida nos faltou nada. No entanto, não somos ricos, e é de minha responsabilidade economizar o que eu ganho para poder ir para lá.

O lado bom é: estou conseguindo resultados. Claro que ainda é muito prematuro para dizer que me transformei na Rainha da Economia, mas é impressionante como um pouquinho de força de vontade pode ter um impacto tão grande nas nossas vidas.

Só para deixar ainda mais claro, adianto que minha realidade é muito confortável: não sou casada, não tenho filhos e moro com meus pais. Ou seja, tenho a chance de utilizar o meu salário apenas com o básico. Partindo desta realidade, listo quais foram as mudanças que implementei no meu orçamento para economizar:

1) Fiz um levantamento de todos os meus gastos fixos: Usando uma tabela no Libre Office, detalhei todos os meus pagamentos mensais para ter ideia do quanto eu estava gastando pelo simples fato de existir. Por alto, são eles: telefone, estacionamento, gasolina e academia;

2) A zoeira infelizmente tem limites: Pois é. Tive que estipular um teto para as minhas saídas semanais. Não que antes eu fosse a Rainha do Camarote! Jamais, jamais. Adoro um botequinho barato. Mas enfim, escolhi um valor X para gastar com a diversão. Não importa se eu vou sair 1 ou 10 vezes naquela semana - o valor X é o máximo que eu irei gastar. Para me ajudar, tenho guardado o cartão de débito em casa, e mantenho na carteira apenas dinheiro em espécie para essas saídas em potencial;


3) Cartão de crédito: Nunca gostei de usar cartão de crédito. Odeio não saber quanto do meu salário do próximo mês vai ser "comido" pela fatura do anterior! Nossa, que angústia que me dá. Então só uso o cartão de crédito para compras parceladas ou para compras internacionais (como a equivalência dos diplomas);

4) Poupança: Assim que recebo meu salário, deposito de imediato a maior parte dele na poupança. Esse é mais um dos conselhos de minha mãe: "finja que esse dinheiro nunca existiu e você nunca vai sentir falta dele";

5) Parar de comprar aleatoriedades: Será que você precisa mesmo comprar mais um brinquedo para o seu cachorrinho (cof cof história pessoal cof)? Você realmente precisa comprar um ukulelê para desenvolver seu lado musical? É necessário refletir quanto gastamos nessas bobagens e no tanto que esse dinheiro nos fará falta no futuro. Por isso, vamos ao próximo item;


6) Pensar em dólar canadense: Se você tivesse deixado de comprar sua 12ª calça jeans de R$ 140,00, você já seria o suficiente para comprar um conjunto de panelas completo no Canadá; o combo indigesto do Mc Donald's que custou R$ 22,00 roubou o lugar de um Angus Steak & Cheese no Tim Hortons; seu ingresso de R$ 450,00 para um dia no Rock in Rio já pagaria mais da metade de sua cama. Entendeu o espírito, né?

É isso, gente. Caso vocês tenham outras dicas do que fazer para juntar uma grana extra até o landing, agradeço MUITO! Deixem os seus comentários com ideias, repreensões pelo passado pródigo e sugestões para o próximo tema.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Com quem devemos comentar o Plano Canadá?


Eis uma pergunta bastante difícil de ser respondida.

Por que tantos imigrantes costumam manter o plano de imigração em segredo? No post de hoje, eu trago os meus two cents sobre o assunto.

1) Para evitar ser tachado de louco(a): Se você tem uma vida relativamente estável, com um emprego razoavelmente bom e faz parte daquela pequena porcentagem da população brasileira que tem acesso a quase tudo, você vai ser visto como um mix de irresponsável, insatisfeito e pouco equilibrado. "Como assim você vai jogar tudo fora para ir para outro lugar que é tão longe / tão frio / tão caro etc?".


Nossa senhora. Já me deu um nervoso enorme só de digitar essas perguntas!

Apesar de eu acreditar fielmente que não há maldade em 90% das pessoas que fazem esses questionamentos, ainda assim continua sendo uma experiência chata. Afinal de contas, cada uma dessas perguntas traz, em si, um juízo de valor já estabelecido. Exemplo:

Pergunta: "Como você tem coragem de jogar fora sua carreira para começar do zero em outro lugar?"

Tradução: "Você é louco de decidir recomeçar nessa idade, se mudando para um país onde provavelmente você terá um emprego muito inferior e ganhando muito menos?"

Como eu tenho um problema enorme com esse tipo de confrontamento e invasão de privacidade, esse é um dos motivos que eu prefiro manter minha decisão limitada a familiares e pessoas próximas. Eu não sei se é impressão minha, mas muitas vezes essas perguntas vêm carregadas de um quê de deboche, de graça e de incredulidade que me irrita bastante. Logo, nada melhor do que compartilhar seu Plano Canadá com pessoas que podem te apoiar e fazer críticas construtivas sobre sua decisão.


2) Segurança/estabilidade no atual emprego: Esse é o motivo mais racional para manter in off a sua ideia de imigração. Seja você empregado de uma empresa privada ou servidor público, pode ser que seu plano de ir para o Canadá acabe se tornando um climão.


Querendo ou não, nunca vai ser interessante para o seu chefe saber que você pretende arrumar as malas e ir embora. Recursos humanos são despendidos tanto no setor privado quanto no setor público e, de certa forma, paira a expectativa de que o empregado dê retorno para quem bancou esse aprimoramento.

Além disso, muitas vezes já possuímos determinado cargo por algum tempo, o que implica dizer que nossos chefes contam com a nossa presença para dar conta de atividades já definidas. Logo, anunciar sua eventual saída pode implicar inclusive na perda do dito cargo - uma vez que ninguém vai querer investir a longo prazo em alguém que pode ir embora a qualquer momento.

Desta feita, em minha humilde opinião, recomendo que esse assunto seja manejado com bastante delicadeza em relação àqueles com quem você mantém um vínculo de trabalho, seja lá de qual natureza ele for. Se possível for, não trate sobre o assunto até o momento que seja inevitável; se tiver que ser tratado antes disso, escolha a melhor forma (que vai variar de caso a caso).


3) Inveja: Neste tópico, me refiro à inveja como sentimento inerente a qualquer ser humano. Segundo um desses dicionários da internet, inveja é o "sentimento de cobiça à vista da felicidade, da superioridade de outrem: ter inveja de alguém"; "sensação ou vontade indomável de possuir o que pertence a outra pessoa".


Eu pessoalmente não acredito naquela coisa de que a inveja do outro vai mover as forças do Universo e todos os seus planos vão por água abaixo por conta disso. Além do mais, eu acho muito difícil detectar quando ou por que alguém teria inveja de qualquer coisa que eu faça.


Costumo pensar que não sou uma pessoa esotérica: não tenho nenhuma religião, não acredito em horóscopo, não tenho nenhum hábito supersticioso. Até gostaria de acreditar em algo, para ser sincera. No entanto, por ter a mania de questionar demais o porquê das coisas, toda e qualquer crença acaba esbarrando nessa minha resistência em acreditar em algo cegamente.

No entanto, tem algo sobre a inveja que vem para, no mínimo, atrapalhar. Não tem nada pior do que você ter um sonho e saber que vai ter pelo menos uma pessoa meio que torcendo que dê errado, ou simplesmente esperando que dê errado para poder falar no final "viu que deu errado?". Se você conhece alguém que possa vir a ter uma reação semelhante, talvez seja melhor repensar como e quando contar.



4) Contar nossos planos nos desconcentra: Estudos apontam que compartilhar excessivamente nossos sonhos nos dá uma sensação antecipada de já ter alcançado os nossos objetivos. E o que isso nos causa? Aquela preguicinha de colocar as mãos na massa de verdade, uma vez que já teríamos provado o aperitivo da vitória.

Isso volta um pouco a todos os itens anteriores. É necessário amadurecer a ideia de maneira solitária, de forma a estarmos preparados para toda a enxurrada de comentários e de consequências de nossas escolhas. E obviamente isso vale não apenas para o Plano Canadá, como para qualquer outra coisa que nos dispomos a fazer.


Quando a ideia já está mais enraizada na nossa cabeça, teremos mais cautela e habilidade ao compartilhá-la, além de conseguirmos filtrar os comentários construtivos dos comentários maliciosos.

Entretanto, tão importante quanto manter os seus objetivos longe dos holofotes é saber quando e com quem dividi-los. Você não precisa manter o sigilo para sempre, é claro. Quando se sentir à vontade, escolha alguém em quem você confia para falar em voz alta sobre as suas pretensões. Ouça com atenção os comentários, as ideias e as sugestões, pois muitas vezes o olhar de uma terceira pessoa pode trazer aspectos que você não conseguiu visualizar antes.


Essas são as minhas quatro teorias sobre o assunto. No mais, seja lá qual for a sua estratégia, sigamos com os nossos planos sem atropelar ninguém no meio do caminho!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Timeline Express Entry - Atualizada até 12 de Junho de 2017


Desde que fiz a escolha da imigração, criei o costume de acompanhar a timeline do processo dos outros, seja no quesito datas, seja no quesito gastos. Acredito ser bastante importante esse tipo de acompanhamento, inclusive para se ter ideia do quanto você gastará só para chegar no Canadá.

Como me senti insegura em encarar o Express Entry sozinha, contratei os serviços da consultoria Immi Canadá, e até agora estou bastante satisfeita.

Sobre a equivalência dos meus diplomas da universidade e da pós-graduação, optei pela World Education Services – WES.

Abaixo, minha tabela atualizada até o dia 12/06/2017:


O bom de encarar esse processo de imigração é o fato de que você passará por uma verdadeira imersão na prática do desapego financeiro, porque é dinheiro para tudo que é lado.



sexta-feira, 9 de junho de 2017

Sobre insetos e empecilhos imaginários

Quando eu tinha nove anos de idade, eu era proprietária de uma grande fazendinha de insetos. Exibia orgulhosa o meu criadouro de aranhas, baratas, escorpiões e vários outros artrópodes que a fauna brasileira me proporcionava. Eu os organizava em pequenos aquários e caixas, dedicando todo o meu tempo livre ao projeto.

Como toda boa criança do final dos anos 90, nomeei as minhas baratas em homenagem aos jogadores da seleção brasileira. Eu as deixava ora separadas em compartimentos individuais, ora acompanhadas de outras baratas futebolísticas – afinal de contas, ninguém gosta de passar tanto tempo sozinho.

Para a minha surpresa, muitos desses encontros casuais resultavam em filhotes de baratas – o que me forçava a trocar a etiqueta identificadora com o nome “Bebeto” para “Bebeta” (ou “Romária”, vai saber). Eu me satisfazia por completo em observar como as coisas aconteciam, e não me incomodava de ler por horas a fio sobre o mesmo assunto.

OMG FILHOTINHOS!

Poucos meses depois, eu tive um problema sério de saúde e precisei doar minha coleção para um amigo. Foi um sufoco: meus pais viajaram comigo às pressas para outro Estado e lá mesmo eu fui operada. Por sorte, deu tudo certo, e algumas semanas depois eu estava de volta.

No entanto, já não era a mesma coisa. Como eu precisei me afastar do colégio por um tempo, foi necessário que eu compensasse as lições escolares perdidas ainda em casa. Eu sempre gostei muito de estudar, então aquilo não era um problema para mim. Porém, quando eu olho para trás, me pergunto se não foi a partir daquele momento que as coisas começaram a mudar.


Os últimos vinte anos passaram como um sopro. Eu cresci, o meu amigo dos insetos também cresceu e Bebeta há muito está in memoriam. O tempo passou tão rápido, e nós crescemos tão ligeiro que, inclusive, perdemos o direito de usar a palavra “crescer” – agora, só nos resta envelhecer.

Ao mesmo tempo que nascemos com a certeza de que vamos morrer, nos acostumamos a viver assombrados com a ideia de envelhecer. Aos poucos, começamos a pisar no freio e dizer a nós mesmos que estamos “velhos demais”. Apesar de não existir nenhum critério objetivo, conseguimos nos convencer cegamente de que existe essa linha imaginária tracejada que, uma vez ultrapassada, não há mais volta. É tarde demais.

Já do outro lado dessa linha, vamos nos tornando cada vez menos espontâneos. Para que iniciar aquela aula de krav magá se você matricular naquela academia baratinha perto de casa, não é mesmo? Ela é tão mais segura, tão mais conveniente, tão mais prática – tão mais entendiante e tão mais absolutamente péssima.

Estamos tão habituados a viver no modo automático que conseguimos acreditar que a vida tem que ter esse eterno tom pastel. Com pequenas doses diárias de mediocridade, vamos nos embriagando e nos conformando que as coisas têm que ser assim mesmo.

Quando temos breves momentos de lucidez e conseguimos ver relances do que deixamos do outro lado do “tarde demais”, o inconsciente vai lá e nos puxa de volta. O nosso alarme autossabotador é acionado, e imediatamente todos os pensamentos que gorjeavam voltam para as suas gaiolas. Nossa mente volta ao silêncio, e voltamos ao modo automático.


Vinte anos se passaram. Dez anos de escola, cinco de faculdade, dois de especialização e três de trabalho. Vintes anos se passaram, eu envelheci e, até hoje, o meu projeto de maior sucesso foi executado no auge dos meus nove anos. E como bem lembrou Casimiro de Abreu, a aurora da minha vida e a minha infância querida os anos não trazem mais.

E que assim seja. Minha infância foi tão generosa comigo que, duas décadas depois, é a lembrança daquele momento que me despertou a coragem de recomeçar. Precisei percorrer todo esse caminho e vivenciar tudo que vivenciei até hoje para, enfim, apagar com meus pés a linha imaginária que me impedia de ser quem eu sei que eu posso ser.

Acho engraçado pensar quão mais benevolentes seríamos uns com outros se nunca parássemos de usar o verbo “crescer”. Penso que poderíamos, quem sabe, firmar um acordo silencioso, no qual trocaríamos o verbete “envelhecer” por “crescer” e, juntos, cresceríamos todos até o final das nossas vidas.


A você, seja lá quem for, desejo-lhe sorte.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A SAGA DO IELTS


Uma vez tomada a decisão de iniciar o meu Plano Canadá, e sendo uma candidata com um bom perfil para o Express Entry, decidi partir para a próxima etapa: a prova do IELTS (International English Language Testing System), mais especificamente na modalidade General Training.

O exame consiste de 4 partes:

  • Listening (40 questões);
  • Reading (40 questões);
  • Writing (2 textos);
  • Speaking (11-14 minutos de conversação – 3 partes);

Em regra, todas as quatro competências são testadas no mesmo dia, mas já ouvi relatos de pessoas que tiveram suas provas de Speaking em dias diferentes. A nota máxima que você pode atingir é 9, e não 10, como somos acostumados aqui no Brasil.

Imediatista que sou, decidi de pronto me inscrever para fazer a prova. Após consulta ao site do British Council (https://www.britishcouncil.org.br/), fiz minha inscrição pelo valor de R$ 800,00 (!!!) no dia 13 de Fevereiro de 2017.

Optei por fazer a prova em Recife/PE, convencida de que seria “mais próximo” da minha cidade. Foi a pior ideia de todos os tempos: passei 9 horas num ônibus (“porque queria economizar”), cheguei MEGA gripada, destruída, pior que Frodo ao chegar em Mordor. Acabei comprando uma passagem de volta de avião 1 hora depois da prova. 1ª dica: organize sua viagem direito + o barato sai caro.



O teste estava marcado para o dia 25 de Março de 2017, o que me dava uma margem de 1 mês e meio de estudos. Como estudo inglês desde os 11 anos de idade, não tive grandes dificuldades com a preparação para a prova – o que está muito longe de dizer que é uma prova fácil. A sensação de estudar para o IELTS é parecida com a sensação de estudar para um concurso ou vestibular. É chato? Um pouquinho.

Já que eu não tinha tanto tempo, decidi otimizar o meu estudo e contratar um professor particular para ter 4 aulas em toda segunda-feira do mês que antecedeu a prova. Eu estava um pouco temerosa sobre o que esperar da parte do Speaking, então nada melhor que alguém como experiência para me dar as dicas que eu precisava.

Apesar de meu professor ser um cara incrível, as aulas foram um tanto quanto atrapalhadas por motivos alheios à nossa vontade: houve remarcações por conta dos meus horários loucos no trabalho e a filhinha dele adoeceu no meio tempo. Aproveitei tanto quanto eu pude, e compensei com estudo das provas anteriores nos meus horários vagos e finais de semana.

Explicarei em detalhes minhas impressões sobre cada uma das partes da prova.

1) Listening: O Listening é dividido em 4 seções, com 10 questões cada: as duas primeiras seções são baseadas em situações sociais, como conversa por telefone ou inscrição numa faculdade; e as duas últimas trazem textos acadêmicos.

As duas primeiras seções costumam ser as mais tranquilas. As provas costumam ser muito repetitivas nas suas primeiras 20 questões, cobrando coisas como soletração, números, nomes e endereços. Recomendo que haja uma dedicação especial a essas seções, pois elas poderão representar o diferencial na sua prova.

As duas últimas seções são um pouco imprevisíveis, e têm o costume de trazer temas mais complexos. Por conta dessa imprevisibilidade, pode ser que você se depare com um texto sobre um tema com o qual você não tenha nenhuma intimidade. Eu, por exemplo, jamais me esquecerei de uma prova que eu respondi em casa que abordava o cultivo de bananas. Eu não sei absolutamente nada sobre o cultivo de bananas em português, que dirá em inglês!


Durante meus estudos, o Listening foi a parte que eu tive menos dificuldade. Sempre tive o hábito de ouvir músicas e assistir seriados em inglês, então optei por responder o máximo de questões possível e ouvir podcasts do Spotify no trânsito. Segui fielmente a orientação de minha irmã no sentido de fazer a prova do Listening por inteiro, sem pausar, para depois conferir o gabarito ao final. Acredito que esse foi o diferencial na minha nota, pois é necessário saber como você vai reagir se, no decorrer da prova, você se atrapalhar e perder informações.


Outra coisa a ser chamada atenção no IELTS é que a prova pode trazer sotaques de todos os lugares do mundo. Então a primeira seção pode ser em sotaque australiano, e as últimas três podem trazer sotaques tipicamente orientais. Eu não acho que chega a atrapalhar, de fato, a compreensão das questões, porém acho interessante mencionar que isso pode ocorrer em sua prova.

Dicas:
  • Se você tem um inglês básico/intermediário – Estude os métodos de cobrança da prova do IELTS, descubra as pegadinhas que se repetem e invista ao máximo em músicas, seriados, filmes e podcasts – seja lá o que funciona melhor para você. Eu acredito que não tem como treinar os ouvidos se não pararmos, de fato, para… ouvir. Meio óbvio, eu sei, mas não consigo vislumbrar outra saída;
  • Se você tem um inglês avançado – Além de entender o esqueleto da prova, tente acertar o máximo possível nas duas primeiras seções para que haja uma margem de segurança a ser utilizada nas duas últimas partes, se necessário for;


2) Reading: O teste do Reading leva cerca de 1 hora, iniciando-se logo após a prova do Listening. Em se tratando do IELTS – General Training, a prova será dividida em três seções, podendo conter um ou dois textos em cada uma delas. O grau de dificuldade tende a aumentar com passar das questões, então o maior desafio da prova será o controle do tempo despendido a cada um desses trechos.

A primeira parte da prova costuma trazer fatos do dia a dia, como informações sobre universidades ou algum tipo de serviço (restaurante, hotel, supermercado). A segunda parte tende a trazer um texto mais técnico, como treinamento de trabalho e problemas relacionados. A última parte é, definitivamente, a pior: vai trazer um texto sobre o assunto mais aleatório que você conseguir imaginar, com diversas informações minuciosas, e perguntar mínimos detalhes sobre cada uma delas. No total, a prova do Reading conterá 40 questões distribuídas entre as seções mencionadas.

Admito que eu subestimei o Reading. Confiei no meu hábito de leitura diária em inglês e na ideia de que conseguiria ler rápido o suficiente para cumprir o que era cobrado na prova. Entretanto, desprezei coisas importantes como o nervosismo da aplicação do certame, o fato de que o teste seria imediatamente depois do Listening e de que não haveria tempo para descansar.


As questões poderão variar muito nessa parte da prova, então é importante que você já esteja habituado(a). Vou citar as três modalidades que mais me marcaram, mas recomendo esse link para ver as demais:

  • True / False / Not Given – Yes / False / Not Given: Olha, gente, que coisa mais chata esse tipo de questão. Verdadeiro e Falso? Beleza! Desde os 10 anos de idade estamos fazendo isso. Mas isso de Not Given é um pouco traiçoeiro, então você precisa parar DE VERDADE para entender a lógica. De maneira simplificada, “Yes / True” = a informação está no texto; “No / False” = o oposto da informação é encontrada no texto; “Not Given” = não existe aquela informação em canto nenhum do texto (nem da forma exata, nem da forma contrária);
  • Escolher “títulos” para parágrafos/seções: Consiste em escolher uma frase que “resuma” o conteúdo de determinado trecho. Tende a ser uma questão mais simples. O ideal é ir cortando os títulos já utilizados para não perder tempo lendo a lista por completo toda hora que precisar de um novo título;
  • Completar pequenos espaços com palavras-chave: Você vai ter que ler um texto e, logo abaixo, completar as palavras que estão faltando em uma pequena passagem. É aquela típica questão de cursinho de inglês, que vem o espacinho ____ para você completar;

Sobre o Reading, eu diria para não subestimar como eu fiz, achando que seria mais tranquilo do que foi. Diferentemente do que eu fiz com o Listening, eu não parei para ler com calma sobre todas essas modalidades de questões, e deixar para ter essa surpresa no dia da prova me prejudicou um pouco.

Dicas:

  • Se você tem um inglês básico/intermediário – Após estudar sobre todos os tipos de questões e resolver várias provas, invista em ouvir músicas acompanhando a letra, pequenos textos de notícias, seriados com legenda em inglês;
  • Se você tem um inglês avançado – Após estudar sobre todos os tipos de questões e resolver várias provas, leia notícias em inglês, ou até mesmo um livro inteiro (se houver tempo para isso). Para minha prova, li 1984 de George Orwell. Ao mesmo tempo que era uma leitura tranquila, foi engrandecedora no quesito vocabulário;
  • Para todos – Isso é MUITO IMPORTANTE: Você terá 1 hora não só para ler todos os textos, como também para passar todas as respostas para o cartão. Parece muito, mas não é. Então, ao estudar, marque no cronômetro quanto tempo você leva em cada sessão, incluindo a transcrição das suas respostas. Ressalto ainda que qualquer erro na grafia ou na concordância será contado como resposta errada.


3) Writing: O Writing do General Training possui duas partes – na primeira, será pedido que você escreva uma carta; na segunda, uma redação de, no mínimo, 250 palavras. A carta equivale a 1/3 da sua nota, e o essay a 2/3. Como você terá 1 hora para completar as duas tarefas, é recomendável que você gaste em torno de 20 minutos com a primeira seção, deixando o restante para planejar e escrever a redação mais longa.

A sessão do Writing e do Speaking são as mais subjetivas da prova. Meu professor sempre me falava que, nessas horas, eu precisaria demonstrar o máximo de inglês que eu conseguisse. Não de uma maneira tresloucada e sem sentido. Por mais que você esteja ansioso(a) para jogar todas as suas palavras mais difíceis e todos os tempos verbais mais requintados – você tem que fazer isso fazer sentido, de alguma forma.

Como eu disse, na Task 1 para o General Training, você terá que fazer uma carta. Na minha prova, foi uma carta para o meu chefe para explicar que eu não estava conseguindo conciliar o tempo de trabalho com o de estudos, e sugerir alternativas para remediar a situação.

É recomendado que você treine como organizar o seu texto, lembrando de todas as regras básicas de redação da época do ensino médio. Para escrever essa carta, foque no básico: algo em torno de 4 parágrafos mais ou menos do mesmo tamanho, devidamente organizados e evitando ao máximo erros de grafia.

Task 1 = Introdução + Parágrafo 2 + Parágrafo 3 + Conclusão

O Task 2 demora muito mais tempo. Isso é um fato. Na minha prova, foi trazido um artigo sobre a influência da publicidade de consumo sobre crianças, e eu tinha que escrever um texto que abordasse quão saudável isso era e qual impacto isso poderia ter sobre esse grupo. Achei um tema interessante, mas demanda um pouquinho de tempo para organizar as ideias - afinal de contas, não é aquele tipo de conversa que temos todo dia.

É claro que, se possível, você deve escrever um texto com bons argumentos e bem escrito e que, quando for pedido, você deve demonstrar sua opinião pessoal – mas cá entre nós, o examinador won't give a damn se sua opinião é a melhor do mundo. Você tem que se focar em escrever um texto que responda ao que foi pedido e tenha fluidez, coesão e coerência – e, de preferência, sem erros de grafia e gramática. Muito mais importante que trazer um texto que possa concorrer ao Prêmio Pulitzer é trazer um texto bonitinho e organizado, com vários tempos verbais e palavras que demonstrem o seu bom nível de inglês.

Além disso, você deve lembrar que é necessário escrever mais de 250 palavras. Ou seja, você precisa escrever pelo menos uma redação em casa, contar quantas palavras ela tem, de forma a ter ideia de quão extenso um texto com aquela quantidade de palavras aparenta ser. No dia da minha prova, eu não tive tempo para sair contando se eu havia atingido o mínimo de palavras. No entanto, como eu tinha memorizado qual era a “aparência” de 250 palavras numa folha, uma dada hora eu imaginei que já havia atingido o mínimo pedido.

Quanto ao formato, o ideal é que seu texto tenha entre 4 e 5 parágrafos, com um parágrafo de introdução e um parágrafo de conclusão. Para a introdução, recomendo esse vídeo; para a conclusão, recomendo esse outro vídeo.
Task 2 = Introdução + Parágrafo 2 + Parágrafo 3 / Parágrafo 4 + Conclusão

Dicas:

  • Se você tem um inglês básico/intermediário – Como é uma parte extremamente subjetiva, recomendo que você faça o maior número de exercícios possível. Talvez seja interessante memorizar “fórmulas” para iniciar e concluir textos, dando uma especial atenção ao estudo das linking words. Quanto ao vocabulário, recomendo aliar o estudo do Reading com o do Writing. Existem diversos modelos de Writing na internet, os quais você pode utilizar como base para estudar e escrever os seus próprios textos;
  • Se você tem um inglês avançado – Creio que valha a pena dar uma bela revisada em todos os tempos verbais e quando são utilizados. Por exemplo: uma coisa que eu ainda me embanano vez ou outra é sobre quando utilizar o past perfect e o simple past. Nas semanas anteriores à prova, parei um pouco para rever todas pequenas coisas que achamos que já conhecemos tanto. No mais, vale escrever alguns textos, além de dar aquela olhada nas linking words e nos métodos de conexão de frases.


4) Speaking: A parte do Speaking é dividida em três seções. São elas:


  • 1ª seção: Após uma pequena introdução, o entrevistador pedirá que você se apresente e confirme a sua identidade. Apesar de parecer que se trata de uma conversa informal, nesse momento sua prova já vai ter começado. Você provavelmente será questionado sobre assuntos como casa, família, estudos, hobbies, interesse. Você não deverá ter grandes dificuldades nesse momento da prova;

  • 2ª seção: Essa é a pior parte. O examinador entregará um cartão e pedirá que você desenvolva uma pequena explanação que dure cerca de 2 minutos. É interessante que você não pare de falar nesse meio, pois é meio chato quando você acha que falou o suficiente e o examinador fica com aquela cara de “sim, parou por quê?”. Vários colegas passaram por essa situação e relataram que foi uma sensação desagradável, e relataram que esse nervosismo teve um impacto negativo no desempenho.

  • 3ª seçãoA última parte da prova será apenas uma extensão da fase anterior. Você terá concluído seu minidiscurso sobre o tema determinado, e aí então o examinador fará perguntas relacionadas, geralmente mais abstratas.

Uma coisa interessante que meu professor me passou foi o seguinte: você não precisa necessariamente falar a verdade. Sim, eu estou pedindo para mentir, se necessário for.

Ele me deu o seguinte exemplo: “Fale sobre o festejo mais celebrado da sua cidade”. No meu caso, a resposta mais verdadeira seria o São João. No entanto… como diabos eu vou explicar o que é São João para alguém que não é daqui? Será que vou ter a mesma facilidade e desenvoltura que eu teria de explicar, por dois minutos sem parar, o Natal? Pois é.

Outra orientação que me foi dada é o seguinte: embelish suas respostas. Embelish = Embelezar. Seja lá qual seja a parte da prova, se perguntarem o que você gosta de fazer à noite quando chega do trabalho, não diga apenas “assistir Neflix”. Diga o quanto você “gosta de tomar um longo banho para relaxar, acompanhado de uma taça de vinho chilena, enquanto escolhe no catálogo de filmes o título que mais lhe chamou atenção”. Mesmo. Que seja. Mentira. O que importa mesmo é mostrar ao examinador que você tem domínio da língua.

Na minha prova, a 1ª parte foi o clichê de sempre (oi, como vai, de onde é etc). Na 2ª parte, me foi entregue um cartãozinho que pedia para que eu falasse sobre algum familiar que tinha feito algo do qual eu me orgulhava muito, e por quê. Minha resposta foi sobre minha irmã, que largou a carreira da advocacia para iniciar uma nova vida no Canadá. Ou seja, né: foi uma resposta que me veio muito naturalmente. Nesse aspecto, tive bastante sorte. A 3ª parte foi mais enjoada, pois o examinador me perguntou sobre “do que os pais se orgulham sobre os filhos”, “qual é a importância de sentir orgulho dos filhos”, se “excesso de orgulho é prejudicial” e outras coisas parecidas.

Dicas:

  • Se você tem um inglês básico/intermediário – Tente praticar com alguma companhia, seja um amigo ou um professor. Acredito que o mais importante é que seu inglês fique desenrolado, para que você possa falar com a maior naturalidade possível na hora da prova. Como a língua inglesa obviamente é uma só, todo o seu estudo para o Listening, Reading e Writing terão impacto sobre o seu Speaking;
  • Se você tem um inglês avançado – Além de praticar com alguém para deixar o seu inglês “mais solto”, recomendo que você procure sair da sua zona de conforto de vocabulário. Eu usei o site Memrise para treinar e aprender sinônimos das palavras, pois muitas vezes acabamos repetindo a mesma coisa por falta de opção de outra expressão;
  • Para todos – Isso é MUITO IMPORTANTE: Você precisa aprender qual é a sensação de falar por 2 minutos. Você não terá um relógio para ficar cronometrando na hora, e nada garante que você terá contato visual com o relógio que eventualmente possa ter na sua sala. Cronometre, grave sua própria voz e pratique a sua entonação.


MINHAS NOTAS NO IELTS

Listening: 8.5
Reading: 7.5
Writing: 7.0
Speaking: 7.0
Overall: 7.5

Equivalência no CLB: 9

No site do Governo do Canadá, você pode checar em a equivalência entre suas notas do IELTS e o Canadian Language Benchmarks, que é o índice que contará, de fato, na hora de se candidatar ao Express Entry.

Espero que o meu relato sirva para alguém que ainda não passou por essa fase do processo! No mais, estou por aqui.



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