terça-feira, 17 de abril de 2018

Day #4 - 14 de Abril - Festival Sikh

Como era esperado, acordamos cedinho mais uma vez por causa do jetlag. Temos aproveitado as manhãs para começar com calma, então mais uma vez preparamos nosso café bem devagar, enquanto conversávamos besteira e revíamos as fotos do dia anterior.

Meses antes, tínhamos visto que hoje seria o dia do Vancouver Vaisakhi Parade, um festival sikh que celebra o ano novo solar para essa religião. Vimos que o festival começava às 11h e terminava no final da tarde, então preferimos preencher o dia com outras coisas até chegar o momento de ir até lá.

Saímos da Granville Street e seguimos até a praia, seguindo em direção à English Bay e ao Stanley Park. A paisagem estava incrível, e estávamos radiantes pelo simples fato de não estar chovendo naquele dia! Tiramos milhares de fotos no meio do caminho, e como nós três somos amigos de infância, a sensação é de que ainda temos 15 anos e podemos falar  e fazer besteira o caminho inteiro. Quer um exemplo? Henrique e Juli decidiram que seria uma ótima ideia fazer ioga no meio do caminho. Vide:


Quase adoráveis, não é mesmo?

Gatinha na metrópole

Flores everywhere

Passeamos um pouco pela prainha chamada Sunset Beach Park, e sentamos para aproveitar um pouco a vista. Percebi que a cidade muda completamente quando não chove, então havia várias pessoas se exercitando na sua, famílias com seus filhos, e vários, vários dogs lindos, maravilhosos e perfeitos (estou com saudade de Preta, minha filha, aí me comovo facilmente com outros dogs).



Nhonhonhon

Vista da praia



Uma coisa interessante sobre Vancouver é que aqui os cachorros parecem ser mais peludos que os cachorros brasileiros. Eu juro! Deve fazer algum sentido – afinal de contas, aqui é tão mais frio. Mas enfim, além de super peludos, os cachorros são extremamente educados. Não latem, não rosnam, não interagem (que pena…), não fazem nada fora do script.

Depois da conclusão de que estávamos comendo mal e bebendo pouca água, decidimos comprar garrafas de água e hot dogs no carrinho de um senhorzinho. O lanche foi melhor e mais revigorante do que esperávamos, e seguimos nosso caminho em direção ao comecinho do Sea Wall do Stanley Park. 

Em uma loja próxima, compramos um cafezinho para dividir entre nós três. O café era daqueles que vêm no copinho estilo Starbucks para tomarmos enquanto caminhávamos, mas ele estava estranhamente ruim. Acabamos tomando só porque estava frio mesmo, mas zero planos de repetir esse café do Stanley Park. Depois de encontrar diversos patos e esquilos adoráveis, achamos que já estava na hora de seguir nosso rumo para o Festival Sikh.


Não aguento essas bundinhas de pato

Eu e Henrique versão patos + Juliana

Esquilinho preto

Tudo é lindo

Tudo mesmo

Juliana pulando bem alto para testar o modo Sport da câmera

Vista humilde

Os fofos

Estávamos longe, muito longe do local. Teríamos não apenas que pegar um ônibus, mas também o Skytrain até o lugar. A viagem ônibus demorou cerca de 20 minutos até a estação de trem mais próxima, e seguimos nosso rumo em direção à Main Street / 49th Avenue.

Descemos na estação indicada pelo Google Maps e, instantes depois, começamos a encontrar com pessoas de várias idades vestindo as roupas típicas do festival. Eram crianças, jovens, adultos e idosos com roupas lindas e coloridas, todos parecendo muito felizes por aquele dia. 

Para chegar propriamente ao lugar da parada, seguimos não apenas as pessoas com as roupas típicas, mas também a música indiana que tocava ao fundo. A sensação é de que estávamos cada vez mais próximos de um universo paralelo, pois ao mesmo tempo que as casinhas-bonitinhas-canadenses ainda nos cercavam, a multidão de feições e vestes indianas nos dava a impressão de que tínhamos viajado para New Delhi.

Ao virarmos na Main Street, finalmente chegamos. O evento era muito, mas MUITO grandioso, com um número incontável de pessoas e coisas para ver. Nós já tínhamos visto as fotos quando estávamos no Brasil, mas com certeza ver pessoalmente é algo completamente diferente.

Ficamos encantados logo de cara. Tivemos um pouco de receio, pois a priori nos sentimos um pouco "peixe fora d'água", como se tivéssemos invadindo um espaço que não nos pertencia. 95% das pessoas que encontramos estavam diretamente engajadas no evento, com roupas típicas e falando idiomas desconhecidos. Pensamos que poderiam achar esquisito nossa presença, que não gostaria que nós estivéssemos lá olhando e tirando foto. No entanto, foi exatamente o contrário! 

Todas as pessoas foram incrivelmente receptivas: nos deram muitas comidas típicas de graça, tomamos litros e litros de chai (yay!), nos chamaram para tirar fotos, autorizaram que a gente tirasse todos os tipos de fotos possíveis! Não tenho palavras para descrever quão receptivos eles foram.

Moça simpática com quem conversamos!

Antes

Depois!

Do evento, duas partes me chamaram mais atenção: a primeira foi um grupo de motoqueiros Sikh, chamados Sikh Riders. Nossa, sério: é muito sensacional essa mistura de roupas típicas x Harley Davidson. Todos os motoqueiros foram simpáticos, e falaram que poderíamos tirar foto sentados de qualquer jeito nas motos. Contaram que foram para o Alasca de moto e conheceram 6 brasileiros, e fizeram questão de ser bastante agradáveis all along.

Living the dream!

O olhar desse cara <3

Nunca fui tão feliz

Presença demais

OMG OMG OMG 

Tradicional x Novo

A segunda parte foi um palco que vários músicos estavam se apresentando. Conseguimos ver a apresentação de um quarteto e, depois dele, de uma cantora. As músicas eram hipnotizantes, e só saímos da frente do palco quando um homem começou a discursar (e obviamente não entendemos nada).

Quarteto fantástico

Cantora linda

Henrique in love

Seguimos nosso caminho pelo meio da parada, já nos movimentando para seguir para a próxima programação. Durante a noite, nosso plano era ir para o Spring Lights do Cherry Blossom Festival, que começava no entardecer e acabava às 22h.

Decidimos (para variar) ir a pé pela região, e acabamos parando para comer num restaurante grego de beira de estrada (literalmente). O nome do restaurante era Panos, e apesar de ser meio xexelento, era estranhamente caro. Depois de olharmos o menu, fizemos cara de paisagem e falamos para o garçom que estávamos sem fome (mentira, enorme mentira). Pedimos uma cerveja cada, aproveitamos um pouco do aquecedor e tomamos muita água.

Parecem tão fofos, porém não

Depois de muita conversa, e já que estávamos longe de tudo, decidimos ir andando para um shopping chamado Oakridge para fazer hora. Ele ficava relativamente próximo do Queen Elizabeth Park, e sem dúvida alguma precisávamos comer alguma coisa.

O caminho era longo, muito longo. Muito longo mesmo! Creio que caminhamos cerca de 1 hora sem parar. Margeamos um parque que ficava dentro do bairro residencial, passamos por dentro de um dos campus da Langara College, e caminhamos muito mais.

Finalmente avistamos a sacada do shopping Oakridge. Nossa ideia inicial era procurar roupas mais quentes (pois subestimamos o frio, para variar), mas ao chegarmos, descobrimos que tínhamos exatamente 20 minutos antes das portas se fecharem. Resultado? Sentamos apenas para comer e fomos embora com as luzes se apagando (e ainda com frio).

Combinamos de um amigo nosso (que mora aqui) nos buscar numa Starbucks ali perto, e de lá seguimos para o Queen Elizabeth. Para nossa infelicidade, começou a chover - e muito. Eu, que estava especialmente ansiosa para o evento, tive que baixar minha bola. 

Carreguei a bateria da minha máquina para isso, mas com a chuva, eu não podia me arriscar tanto. Ainda tentei tirar uma ou outra foto, mas o evento não acabou sendo como eu imaginava: estava chovendo muito, e o cansaço da caminhada nos deixou especialmente friorentos e moribundos. Não tínhamos mais força para muita coisa, e é meio chato andar para lá e para cá num evento cheio ontem todo mundo está usando guarda-chuvas.








A vista da cidade lá do Queen Elizabeth

Além disso, pensei que o Queen Elizabeth estaria muito mais iluminado. No entanto, o evento era algo como... as árvores, que são naturalmente lindas, ganharam umas luzinhas embaixo delas, e as pessoas passeavam pelo jardim para ver a cena como um todo. As luzinhas eram um complemento ao parque, e não necessariamente a atração principal. Por conta disso, acabamos não passando muito tempo, e fomos para casa.

Nessa noite, nos dividimos em duplas: eu e um amigo fomos para um bar chamado Two Parrots, e os outros dois foram para um pub. Eu e minha dupla não demoramos muito: tomamos um pint, pedimos nossa conta e seguimos nosso caminho para casa. Nesse dia, andamos um total de 19,1 km.

Terminamos a noite na sala ouvindo música e conversando. Não demoramos para dormir, pois no outro dia o Capilano Suspension Bridge Park nos aguardava (sim, eu fui lá de novo).

Day #3 - 13 de Abril - Chuva, muita chuva

Hey, everyone!

No Day #3 do Canadá, acordamos no nosso apartamento mais ou menos às 8h da manhã. Os primeiros dias têm sido um pouco mais difíceis do que eu esperava, em se tratando do meu sono: meu relógio biológico me faz acordar no horário do trabalho do Brasil, e fico com muita dificuldade para voltar a dormir. Noto que essa é uma dificuldade que tem sido compartilhada com meus outros dois amigos, então creio que vamos ter que ter paciência e torcer para passar logo.

Tomamos café da manhã em casa com as coisas que compramos num super mercado próximo. Optamos pelas comidas clichês: pão, queijo, ovos e café coado. Após a refeição, demos aquela velha olhada no Google Maps para ver quais atrações tínhamos ao nosso redor.

Optamos por visitar a Granville Island, destino bastante comum dos turistas que vêm para Vancouver. Seguindo as orientações do Google Maps, pegamos o ônibus #04 com parada em West Cloverleaf. Sobre o aplicativo, faço questão de ressaltar quão maravilhoso o Google Maps é: prático e intuitivo, o aplicativo diz exatamente quais ônibus pegar, quais pontos parar, quantos minutos você tem que andar. É incrível, de verdade, em especial para uma pessoa tão desorientada quanto eu.

Chegando lá, ainda era necessário caminhar por cerca de 10 minutos para o mercado central, o que fizemos de bom grado (apesar da chuva). Notei que uma das melhores partes de Vancouver é simplesmente caminhar sem rumo e pelos bairros aleatórios, de forma que essas caminhadas me proporcionam uma melhor sensação de fazer parte do local.

E essa mãe maravilhosa fazendo o filho de personagem do It?

Já chegamos no Granville Island Public Market com fome, então começamos a explorar de imediato. São diversas barraquinhas com frutas conhecidas e estranhas, mini exposições de arte (com preços um tanto quanto salgados), comidas diferentes e de todas as partes do mundo, e um número enorme de turistas. Nesse primeiro momento, conseguimos provar o chai, uma bebidinha indiana que feels like um mix de chá, café, canela (e amor). O chai tem sido nossa bebidinha favorita na viagem, e não perdemos a oportunidade de tomá-lo.


Henrique um pouco suspeito para provar o chai

Juli toda gatinha

Comidinhas

Como bons turistas, ficamos encantados com as coisas mais bobas. Eu, por exemplo, não sabia que gaivotas poderiam ser tão grandes! Na minha cabeça, elas eram um pouquinho maiores que um pombo, mas na verdade elas são verdadeiras galinhas voadoras e barulhentas! Já as amo, de verdade. Fora isso, depois de 30 anos assistindo filmes de terror, finalmente pude ver um corvo pessoalmente. Eles fazem aquele barulhinho-tenebroso-de-corvo, mas também já têm o seu lugar em meu coração.

Galinha voadora demais

Ficamos algum tempo apreciando a vista da cidade numa espécie de varandão/deque que o mercado possui, mas fomos mais uma vez vencidos pelo vento e pela chuva. Pegamos uma mesinha com vista para a ponte, e decidimos nos arriscar nas comidinhas. Como éramos três, cada um escolheu um prato a ser compartilhado pelo resto da mesa, então conseguimos provar: 1. Fish and chips; 2. Salada mexicana; 3. Chicken teriyaki.


Vista do varandão

Bandeirinha canadense

Barquinhos ao redor do mercado

Eu e friend

As frôs

As artes

Saímos do mercado e caminhamos lentamente pelas lojas que o rodeavam. Aproveitamos o momento para pedir maiores informações sobre o Whale Watching, uma das atrações que eu estou mais ansiosa para conhecer. Optamos por esperar o próximo dia de sol para reservar o nosso passeio.

Decidimos ir caminhando até o Museum of Vancouver. Apesar de ser uma coisa totalmente trivial, essa caminhada foi um dos momentos mais legais da viagem até então. Tivemos a chance de ver de perto vários bairros residenciais, e nos apaixonamos por no mínimo umas 30 casas. Todas são lindas e encantadoras, e os seus proprietários fazem questão de manter os jardins da frente das casas como uma verdadeira obra de arte.


Veja que coisa linda


Todas são lindas!

Eu e friend Juli

Cenários do meio do caminho #1

Cenários do meio do caminho #2

Chegamos no museu 14h40. Entramos rapidamente para ir ao banheiro (já que caminhar no frio me dá 100x mais vontade de fazer xixi), olhamos um pra cara do outro e... decidimos não visitar a exposição. Sim, isso mesmo. Estávamos frenéticos demais em conhecer a cidade, e nos parecia muito melhor a ideia de continuar caminhando sem rumo do que pagar 19 dólares para prestar pouca atenção.

Após sairmos do prédio, exploramos um pouco da paisagem ao redor. O museu também possui um jardim belíssimo, com cherry blossons, tulipas e outras flores, assim como um gramado enorme. Caminhamos continuamos caminhando pelo jardim, indo em direção ao mar. Para a nossa grata surpresa, nos deparamos com uma linda obra de arte em homenagem ao fundador de Vancouver. A vista de lá era perfeita, mesmo, e podemos achar outros pokémons diferentes no meio do caminho (patos super lindinhos e gansos).


Nós três

Fotinha conceitual

Como estávamos margeando o oceano, notei que nós três havíamos subestimado o frio da cidade. Teoricamente, o termômetro marcava 7, 8 graus, mas a sensação térmica embaixo da chuva e do vento do litoral é outra história. Logo nos nossos primeiros dias, conseguimos entender o que significa o apelido ˜Raincouver˜: chovia por 5 minutos, parava por 1; chovia por 5 minutos, parava por 1; e foi assim o dia inteiro.

Continuamos subindo a costa litorânea até a Kitsilano Beach. A praia é uma gracinha, e ficamos um tempo observando coisas como o tipo da areia, a temperatura da água (sim, colocamos as mãos na água) e as casas que ficam em frente à praia (belíssimas, btw). Notamos que não tomávamos água há muitas horas, apesar de não sentirmos sede. Já estava perto das 17h, então abrimos o Google Maps novamente para ver qual era o cafezinho mais próximo do ponto que estávamos.

Paramos num café bonitinho chamado Pane from Heaven Bakery Cafe & Kitchen. Só notamos quão mortos estávamos quando a gente sentou e pediu um café. Tomamos litros e litros de água, e fizemos o levantamento do passeio até então.

Pedimos um brownie delicioso para dividir entre os três, e provamos uma água flavorizada que o café disponibiliza gratuitamente para os clientes. Aprendemos que não precisamos comprar água, pois basta pedir um copo com "tap water" (água da pia) que os atendentes prontamente disponibilizam.

Eu precisava pegar minhas malas que estavam na casa da minha irmã, então precisávamos nos organizar de forma a encaixar essa tarefa no dia. Separamos nossas coisas para sair, e poucos metros depois da entrada, a mocinha australiana que nos atendeu apareceu correndo, avisando que minha amiga havia esquecido nada mais, nada menos que a mochila INTEIRA no local.

Seguimos até o ponto de ônibus de uma rua próxima e seguimos para Downtown. Dessa vez, descemos no que eu imagino ser o centro econômico da cidade: prédios lindos, lojas caríssimas e vários bancos no rodeavam. Passamos em frente à Vancouver Art Gallery (que devemos visitar nos próximos dias), e de lá fomos caminhando até o Airbnb.

Fizemos uma pausa no apartamento para beber uma garrafa de vinho branco que havíamos comprado e experimentar as raspberries e as blackberries que trouxemos do mercado de Granville. Aproveitamos o momento para descansar um pouquinho e, depois, tomamos coragem para pegar minhas malas.

Pegamos um ônibus que sai da Davie Street e seguimos até a parada próxima da Pendrell Street. Demoramos um tempinho conversando com minha irmã e meu cunhado, mas como estávamos mortos, não demoramos muito.

Nos arrastamos para o ponto de ônibus e chegamos "em casa" 30 minutos depois. Conseguimos ver a Granville Street à noite, que por ora eu achei parecida com a vibe da... ahm... Rua Augusta, talvez: muitos restaurantes, muitos bares, muito lugarzinho para ir. Minha irmã que mora aqui há mais tempo diz que acha a rua meio esquisita pela noite, mas eu achei bastante interessante.

Terminamos a noite comendo uma pizza de 2,50 dólares da esquina e desmaiamos - afinal de contas, foram 13,9 km de caminhada na chuva!

E esse foi nosso terceiro dia :)




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